O objetivo principal do Blusol é conceder crédito para capital de giro (matéria-prima ou mercadorias); capital fixo (máquinas, equipamentos, ferramentas novas ou usadas); e consertos de máquinas, equipamentos ou veículos utilitários; melhoria e/ou ampliação de instalações, desde que destinadas ao negócio.
Os valores e prazos seguem uma política de ganhos progressivos e são negociados conforme a capacidade de pagamento do usuário. Garantem, assim, a pontualidade na quitação das prestações e o crescimento econômico com a ampliação do crédito.
Dessa maneira, inicia-se com pequenos valores e prazos que, a cada crédito, podem ser aumentados.
A Instituição requer do avalista/fiador apenas a comprovação de renda mensal do seu trabalho, não havendo a necessidade de possuir bens. Somente não deve participar da mesma renda familiar do tomador de crédito.
Ficam como garantias reais os bens alienáveis, como máquinas/equipamentos, por exemplo. Também são aceitos veículos, desde que quitados e com seguro total.
Os tomadores podem formar um grupo solidário para obtenção de crédito.
Assim, organizações voluntárias de três a cinco empreendedores, com atividades independentes, podem se beneficiar do mesmo sistema, tornando-se o crédito global de responsabilidade solidária de todos os membros do grupo.
Os créditos são liberados no valor total aprovado, concedidos à taxa de 3,98% a.m., sem custo de abertura e divididos em prestações fixas para pagamento em data escolhida pelo tomador.
Zenir de Souza Winter, costureira, procurou o Blusol para investir na ampliação de seu negócio. Tendo trabalhado como costureira na Hering Têxtil por seis anos, antes de janeiro, trabalhava em uma sala de 16 metros quadrados dentro de sua própria casa, auxiliada pela cunhada e uma vizinha.
O primeiro empréstimo, de R$ 1 mil, serviu para erguer uma sala de costura com 30 metros quadrados. O segundo, de R$ 1,8 mil, que deverá ser pago nos próximos 12 meses, foi utilizado para adquirir uma máquina de cobertura , própria para o acabamento em confecções.
Hoje, sua irmã Zenaide se juntou ao grupo como sócia. Além disso, mais três costureiras se dividem entre três máquinas overlock, três de cobertura e uma reta.
Elas trabalham como faccionistas para uma empresa do Rio de Janeiro e para outra da região.
Todas as despesas e lucros são divididos igualmente no final do mês entre as sócias.
Com o empréstimo do Blusol, que possibilitou a compra da máquina, a produção da empresa subiu de 500 a 600 peças para mil por dia.
"A gente precisava dessa máquina para produzir melhor", observou Zenir.
Até o final de 2005, quando as costureiras deverão concluir o pagamento do crédito concedido pelo banco, elas não pretendem investir mais.
"Esse ano foi bom por causa da política, mas vamos esperar pagar a dívida e ver como vai ficar", justifica.
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